segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Confira alguns dos fatos mais curiosos do mundo e que nunca puderam ser explicados.
Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
)
Quem é que não gosta de uma boa história de mistério? Pois apesar de toda a tecnologia e acesso a informações com a qual dispomos hoje em dia, existem alguns fatos, mensagens e objetos intrigantes cuja finalidade e proveniência jamais puderam ser explicadas.
O pessoal do site mother nature network publicou uma interessante matéria reunindo alguns dos maiores mistérios do mundo que jamais foram resolvidos, e você pode conferir alguns deles na seleção abaixo:
O Disco de Festo
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
)
Descoberto em Creta no ano de 1908, este curioso objeto de argila, datado da Era do Bronze, apresenta misteriosos hieróglifos completamente desconhecidos. Alguns pesquisadores acreditam que as inscrições presentes no disco se refiram a um alfabeto misterioso, um silabário ou até mesmo um logograma. De qualquer forma, o disco continua sendo um dos maiores mistérios arqueológicos do mundo.
O Manuscrito Voynich
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
)
Este misterioso livro, provavelmente escrito durante o século 15, vem intrigando pesquisadores e especialistas em criptografia de todo o mundo há muito tempo. O manuscrito conta com 240 páginas repletas de figuras e textos escritos em um idioma ou código que nunca foi decifrado, recebendo o nome Voynich graças ao livreiro norte-americano de origem polonesa Wilfrid Voynich, que adquiriu o volume em 1912.
O manuscrito apresenta, entre muitas de suas imagens, figuras de plantas que não parecem guardar qualquer relação com espécies conhecidas, e algumas das teorias sugerem que o livro pode ter pertencido a algum alquimista ou, quem sabe, seja uma farmacopeia medieval. Porém, a existência de diversos diagramas astronômicos misteriosos também levou muita gente a sugerir que o volume possa ser de origem alienígena.
Kryptos
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
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Embora esta escultura, de autoria do artista norte-americano Jim Sanborn, tenha uma origem bem mais recente que a do Manuscrito Voynich, ela conta com quatro inscrições das quais uma ainda não foi decifrada.
A escultura fica localizada na entrada do quartel-general da CIA, e nem mesmo os agentes da Agência Central de Inteligência foram capazes de interpretar o código da quarta inscrição, mesmo depois de o criador da misteriosa obra ter fornecido algumas dicas de como desvendar a mensagem.
O Caso Taman Shud
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
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Considerado um dos maiores mistérios da Austrália, o caso reúne os elementos necessários para uma boa história policial: o corpo de um homem desconhecido e a mensagem misteriosa “Taman Shud”, descoberta em um bolso secreto costurado na roupa do cadáver. Encontrado em 1948 na praia de Somerton, o falecido jamais foi identificado, embora o conteúdo da mensagem tenha sido traduzido como “terminado” ou “acabado”.
Segundo os investigadores, essa curiosa frase aparece na última página de uma coleção de poemas conhecida como “The Rubaiyat”, de Omar Khayyam, e uma cópia dos textos encontrada posteriormente contava com uma série de códigos que, acredita-se, tenha sido deixada pelo próprio falecido. Embora uma das teorias aponte que a inscrição possa se tratar de uma mensagem de suicídio, o mistério jamais foi solucionado.
Cifras de Beale
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
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Consideradas como um dos maiores mistérios criptográficos do mundo, as Cifras de Beale supostamente indicam a localização de um dos maiores tesouros da história dos Estados Unidos. Deixadas por Thomas Beale em 1822, as cifras são compostas por três mensagens, das quais apenas a segunda foi decifrada, indicando que uma fabulosa quantidade de ouro, prata e joias se encontra enterrada em algum lugar do condado de Bedford, na Virgínia.
Surpreendentemente, a chave para desvendar essa parte da mensagem se encontrava na Declaração de Independência dos EUA, e até hoje existem caçadores que realizam escavações — a maioria delas ilegais — em busca do suposto tesouro.
Fontemother nature network
O que é um Déjà Vu?
A maioria das pessoas já passaram por isso alguma vez na vida: déjà vu, a sensação assustadora que você já experimentou alguma coisa antes, como a ideia de que você já esteve naquele lugar ou já viu aquela pessoa anteriormente, por exemplo.
Déjà Vu
O “já visto”, traduzido do francês, está sob investigação há anos pelos cientistas, que ainda tentam oferecer uma explicação satisfatória para o fenômeno, que é supostamente experimentado por mais de 70% das pessoas em algum momento de suas vidas.
Pesquisas recentes, no entanto, tem revelado algumas pistas sobre o que se passa por trás do déjà vu. O fenômeno parece ocorrer igualmente entre homens e mulheres e entre raças, mas o déjà vu acontece com mais frequência em pessoas com idades entre 15 e 25 anos.
Este fato levou alguns especialistas a acreditar que o déjà vu pode estar relacionado com neurotransmissores como a dopamina, que são encontrados em níveis mais elevados nos adolescentes e jovens adultos – uma hipótese que ganhou força após o caso particular de um homem de 39 anos de idade.
O homem – que era médico – estava lutando contra a gripe tomando amantadina e fenilpropanolamina, dois medicamentos conhecidos por aumentar a atividade da dopamina no cérebro. Dentro de 24 horas após o início das medicações, ele relatou intensos episódios de déjà vu.
Este estudo de caso, publicado em 2001, relatou que uma vez que o médico parou de tomar os medicamentos, o déjà vu também desapareceu.
Déjà vu e a epilepsia
Outra visão sobre as causas do déjà vu vem de estudos da epilepsia. Há uma ligação forte e consistente entre o déjà vu e as crises que ocorrem em pessoas com epilepsia do lobo temporal, um tipo de epilepsia que afeta o hipocampo do cérebro.
O hipocampo desempenha um papel essencial na administração de memórias de curto e longo prazo. Pessoas com epilepsia do lobo temporal “experimentam constantemente um déjà vu no início de suas crises”, de acordo com um relatório de 2012 da revista médica Neuropsychologia.
Este fenômeno levou alguns especialistas a propor que o déjà vu, como um ataque epiléptico, pode ser o resultado de uma falha de ignição neural, durante o qual os neurônios no cérebro transmitem sinais ao acaso e levam as pessoas saudáveis a experimentar uma falsa sensação de que elas já vivenciaram a experiência presente antes.
A realidade virtual provoca o déjà vu
Como o déjà vu é um evento muito fugaz – a maioria das ocorrências duram poucos segundos – está provado que o fenômeno é difícil de estudar. Mas o psicólogo cognitivo Anne Cleary, da Universidade Estadual do Colorado, EUA, encontrou uma maneira de estudar o déjà vu utilizando a realidade virtual.
Cleary e seus colegas criaram 128 cenas de realidade virtual 3D de uma cidade que chamaram de “Deja-ville”, utilizando o game “The Sims 2″. As imagens foram emparelhadas, com um pátio que tinha uma árvore em um vaso no centro, por exemplo, combinado com uma sala semelhante com uma estátua no centro.
Quando os voluntários que estavam explorando Deja-ville entraram na segunda sala, eles relataram sentimentos de déjà vu, mas eles não foram capazes de conectar esse sentimento com o momento em que passaram a explorar o primeiro quarto.
“As pessoas têm uma maior sensação de déjà vu quando a cena tem um layout semelhante”, Cleary disse à revista Smithsonian.
O Déjà vu pode estar relacionado com alguns outros fenômenos que são igualmente desafiadores para os cientistas explicarem. O “Jamais vu”, ou “nunca visto”, ocorre quando uma pessoa experimenta algo familiar – como a sua própria sala de estar -, mas sente que ela nunca esteve lá antes.
E “déjà entendu” (“já ouvido”) ocorre quando alguém está certo de que já ouviu alguma coisa antes, como um trecho de uma conversa ou uma frase musical, mas não se lembra a hora exata ou lugar.misteriosdomundo.com/
Esse belo lago russo pode matar uma pessoa em menos de uma hora
O lago russo Karachay foi utilizado na década de 1950 como um local de despejo de resíduos radioativos. Hoje, é o local mais poluído do planeta, com radioatividade suficiente para matar uma pessoa em menos de uma hora. Naquela época, a área foi submetida a mais de 200.000 vezes a quantidade normal de radioatividade devido as más práticas de eliminação de resíduos.
No sul dos Montes Urais, na Rússia, encontra-se um corpo de água bonito e pitoresco chamado Lago Karachay. Mas não chegue muito próximo – ele é um assassino silencioso, e tem constantemente emitido doses letais de radiação nos últimos 60 anos. Em meados dos anos 1940, a União Soviética construiu uma cidade secreta na região chamada Chelyabinsk-40. O propósito: fabricar armas nucleares a partir do urânio-238 extraído das colinas circundantes. Em 1948, o primeiro reator estava funcionando, e Chelyabinsk-40 (também conhecida como Chelyabinsk-65) estava operando a pleno vapor, convertendo urânio em plutônio.
Lago Karachay
Mas havia um problema: quando eles construíram as instalações, todo o planejamento e recursos foram focados em criar o plutônio, mas não se livrar dos resíduos. Então, eles passaram a despejá-los no rio mais próximo. Especificamente, o rio Techa, que fornecia água para cerca de 39 cidades e aldeias próximas.
Após três anos envenenando inconscientemente a sua própria população, a União Soviética enviou pesquisadores para certificar-se de que os resíduos não estavam fora do normal. Aí veio a surpresa: outras áreas não emitiam mais do que 0,21 Röntgens (uma medida para a radiação) a cada ano. O rio Techa estava emitindo 5 Röntgens a cada hora.
Então eles represaram o rio, construindo barragens e evacuando as dezenas de milhares de moradores. Como isso não resolveu o problema, a URSS então encontrou um novo lugar para despejar seu coquetel de resíduos nucleares: o Lago Karachay. Em um algum momento entre 30 e 40 anos mais tarde (a União Soviética nem sequer reconheceu sua existência antes de 1990), o Lago Karachay foi o principal reservatório de resíduos da usina Chelyabinsk. O raciocínio era que o Lago Karachay não alimentava nenhum rio, de modo que não havia nenhuma maneira pelo qual os resíduos radioativos pudessem escapar.
No entanto, mais tarde, testes revelaram que as águas do lago estavam “vazando” pelo subsolo do pântano Asanov.
Para piorar a situação, a seca de 1967 evaporou uma grande parte da água do lago, deixando expostos os resíduos radiativos. Quando os ventos vieram, uma nuvem de poeira radioativa se formou no ar e englobou 2,3 mil quilômetros quadrados, contaminando meio milhão de pessoas. Casos de leucemia na área subiram em 41% em apenas alguns anos.
Neste momento, o Lago Karachay emite 600 Röntgens por hora, e isso é radiação suficiente para matar uma pessoa em menos de uma hora. Mas o desastre pode não acabar aí: toda a área é tão instável que se uma única barragem do rio Techa quebrar, toda a sua radiação pode vazar através do pântano Asanov, percorrendo o rio Ob e caindo no Mar Ártico, onde as correntes espalhariam a radiação pelo Oceano Atlântico.misteriosdomundo.com/
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